quarta-feira, 23 de março de 2016

[APP] Aplicativo “Detona Aedes” contabiliza mais de 900 downloads em 30 dias



Um mês após ser lançado, o aplicativo “Detona Aedes” já contabiliza 914 downloads e cerca de 50 denúncias recebidas. O aplicativo, desenvolvido pelo Centro de Gestão da Tecnologia da Informação (Prodap), auxilia a população no combate ao Aedes aegypti.  
A maior parte das denúncias são da capital Macapá. O bairro Santa Rita lidera o número de focos. Denúncias também são feitas no município de Santana, o segundo maior do Estado. As informações são encaminhadas à Sala de Situação Estadual de Combate ao Aedes, que é gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O setor atua junto aos órgãos de vigilância estadual e municipais, que averiguam a denúncia in loco para que o possível criadouro seja eliminado. Os agentes de endemias também atuam no papel fundamental de sensibilização dos moradores da área denunciada. 
O aplicativo é uma das contribuições do Governo do Estado para fortalecer a campanha nacional de combate ao Aedes, que transmite a dengue, febre chikungunya, a zika e a febre amarela urbana. Todos os órgãos governamentais estão envolvidos na luta contra o vetor.
A ferramenta pode ser baixada por usuários de dispositivos Android em todos os municípios do Estado. O coordenador de Sistemas Globais do Prodap, Célio Góes, responsável pelo desenvolvimento de aplicativos informou que em breve a ferramenta será disponibilizada no sistema IOS. “A ferramenta será enviada para Apple para avaliação seguindo a normas de praxe. Acreditamos que em dez ou vinte dias seja aprovada e disponibilizada ao usuário”, informou. 
A tecnologia é um facilitador que ajuda no processo de educação, prevenção e denúncias. O usuário pode, por exemplo, fazer uma foto do local com foco da dengue, e habilitando no aparelho celular o GPS pode marcar o lugar onde foi feita a foto, para que as equipes façam uma visita ao local e tome as providências.

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sexta-feira, 18 de março de 2016

Casos de tuberculose aumentam e os de hanseníase diminuem no Amapá



Um dos maiores problemas para combater a tuberculose é a falta de diagnóstico. Apenas cinco municípios do Estado realizam o procedimento.
A Coordenadoria Estadual de Vigilância em Saúde (CVS), órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), realizou na última quinta-feira, 17, uma reunião técnica de avaliação da tuberculose e da hanseníase no Amapá. O encontro serviu para apresentar os resultados e avanços no tratamento das doenças nos 16 municípios do Estado.
A reunião foi conduzida pelo Programa Estadual da Tuberculose e Hanseníase da CVS e contou com a presença de vários gestores da saúde de municípios de todo o Estado. “Melhoramos muito em relação à cura e diminuição do abandono ao tratamento. Alguns municípios cumpriram com a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, já outros não, e é isso o queremos melhorar”, afirmou Karla Matos, uma das técnicas responsáveis pelo Programa Estadual da Tuberculose e Hanseníase.
No que se refere à tuberculose, houve um aumento de casos novos, de 162 em 2013, para 172 em 2014. Já em 2015, esse número subiu para 182 casos. Karla informou que os dados de 2015 ainda não foram finalizados porque ainda há pessoas em tratamento e que apesar do aumento nos números, em comparação ao restante do país, a incidência no Estado é baixa.
Em 2014, quatro pessoas morreram em decorrência da tuberculose, três ano passado e uma em 2016. Moradores de rua, encarcerados, pessoas com HIV/Aids e indígenas estão mais propícios a contrair a doença.
Segundo Karla, um dos grandes desafios no tratamento à tuberculose no Estado é a falta de diagnóstico. “Apenas Macapá, Santana, Calçoene, Laranjal do Jari e Oiapoque realizam o exame de escarro ou de baciloscopia. Muitos alegam falta de estrutura e de pessoal capacitado, mas o laboratório para detectar a doença não requer uma estrutura complexa, basta uma sala com ventilação natural, um microscópio e uma bancada. Os reagentes usados nos exames o Estado fornece”, explicou.
Foram apresentados também os números da hanseníase no Amapá, que acompanharam a diminuição de casos ocorrida em todo Brasil. Em 2014 foram 124 novos casos, contra 110 registrados no ano passado.
A hanseníase, apesar de não matar, pode deixa sequelas graves, como atrofiamento dos membros. Sua transmissão acontece do mesmo jeito da tuberculose, por vias aéreas, boca e nariz, através de espirros ou tosses. “A eficácia do nosso tratamento é de 100%, mas o que estamos pedindo aos municípios é que realizem mais diagnósticos, pois sabemos que esse número é bem maior”, explicou Rozangela Gurjão, que responde pela parte de hanseníase do programa da CVS.
Assim como a tuberculose, a maioria dos diagnósticos para a detecção da hanseníase ainda é centralizada em Macapá. Os exames são realizados no Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT). “Mesmo sendo competência dos municípios, poucos realizam o diagnóstico. A maioria dos casos é diagnosticada em Macapá e depois o tratamento é feito nas unidades básicas dos municípios”, disse Rozangela.
Os gestores dos municípios presentes na reunião acharam proveitoso e de grande importância o encontro. “Esse evento serviu para alinharmos e ficamos sabendo qual a realidade das doenças em todo o Estado. Saber onde podemos melhorar e o percentual de tratamento na nossa cidade. Dessa forma, poderemos trabalhar melhor em nosso município”, afirmou Alessandro Lobato, diretor de vigilância epidemiológica de Porto Grande.

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quinta-feira, 17 de março de 2016

Hospital destaca importância de testes nos primeiros dias do bebê


Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML) é a única unidade de saúde do Estado que realiza a triagem neonatal gratuitamente, incluindo os testes do olhinho, pezinho e orelhinha. Os procedimentos permitem o diagnóstico de diversas doenças infecciosas ou congênitas, para o tratamento precoce que diminuem ou eliminam sequelas em recém-nascidos. Os exames são indispensáveis para os primeiros dias de vida do bebê.

Teste do pezinho
O setor ambulatorial do HMML, responsável pela realização do teste do pezinho, garante o diagnóstico de 33 doenças, além das notificações exigidas pelo Ministério da Saúde (MS) como anemia falciforme, hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. 
Nos mês de janeiro e fevereiro, deste ano, foram realizados 774 testes do pezinho. O exame deve ser feito do terceiro até o sétimo dia de vida do bebê. O resultado é disponibilizado para a família na própria maternidade, cerca 30 dias após a coleta. 

Teste do olhinho
Todos os bebês que nascem na maternidade são submetidos ao teste do olhinho. O Ministério da Saúde ainda não instituiu a obrigatoriedade para o exame, mas a maternidade aderiu ao processo, por considerar importantes para a detecção de doenças como glaucoma congênito, retino-blastoma, retinopatia na prematuridade, entre outras. 
O procedimento permite aos pais descobrirem problemas graves de visão que podem aparecer nos seus filhos recém-nascidos. O médico examina o fundo do olho do bebê com um aparelho próprio chamado oftalmoscópio. Se o diagnóstico for positivo, o tratamento pode ser iniciado, imediatamente, diminuindo o risco de a criança perder a visão.

Teste da orelhinha
A Lei nº 12.303, de 2010, tornou obrigatória a realização gratuita do exame. O teste da orelhinha, ou triagem auditiva neonatal, deve ser feito com 48 horas de vida, preferencialmente antes da alta hospitalar e, prioritariamente, durante o primeiro mês de nascimento. Esse exame consiste na colocação de um fone acoplado a um computador na orelha do bebê.
Os bebês que apresentarem resultado alterado no teste devem ser submetidos a um segundo exame. Se persistir a alteração, a criança será encaminhada para avaliação e diagnóstico. 

Horário do atendimento para os testes
Olhinho: segunda, terça, quinta e sexta- feira, das 14h às 17h - 30 senhas.
Orelhinha: De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h.
Pezinho: De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h.

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quarta-feira, 16 de março de 2016

Creap contempla estudantes com aparelhos auditivos



Estudantes com deficiência auditiva receberam nesta quinta-feira, 10, aparelhos que vão auxiliá-los na captação da voz do professor e, consequentemente, no aprendizado em sala de aula. A entrega foi feita pelo Centro de Reabilitação do Estado (Creap) e contemplou nessa etapa 23 alunos.
O aparelho de frequência modulada (FM), faz parte do Programa Estadual de Saúde Auditiva e conta com cem pacientes cadastrados que receberão gradativamente os aparelhos. "O objetivo é fazer com que diminua os ruídos em sala de aula. O aluno vai conseguir escutar melhor a voz do professor de forma limpa, clara e com um volume um pouco mais alto que os outros sons que ele escuta. Assim, o aparelho capta a voz do professor que vai estar utilizando um microfone", explicou a especialista em audiologia do Creap, Thais Bastos.

Melhor aprendizado
Ela enfatizou que a deficiência auditiva causa sérios prejuízos à aprendizagem escolar, principalmente na leitura, escrita, compreensão do conteúdo e na interação dos alunos com os demais estudantes. O aparelho é um método eficaz que favorece o aprendizado no ambiente escolar, proporcionando ao estudante do ensino fundamental e médio um bom desempenho em sala de aula.
Podem receber o dispositivo gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) crianças e jovens com deficiência auditiva que já usam aparelho auditivo, implante ou que estão aprendendo a falar. Além disso, eles devem estar matriculados regularmente no ensino fundamental ou médio. "Esses critérios foram definidos pelo Ministério da Saúde. O estudante que se enquadrar deve procurar o Creap para realizar o teste de reconhecimento da fala e o teste de detecção de voz. Os testes são obrigatórios para avaliar se o sistema FM terá benefício para a pessoa", finalizou Thais Bastos.

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terça-feira, 15 de março de 2016

Mulheres da Comunidade da Lagoa dos Índios são atendidas em ação de saúde


Para fortalecer o acesso da mulher negra ao serviço de saúde e pela passagem do Dia da Mulher, ocorrido em 8 de março, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenação de Saúde da População Negra, realizou neste sábado, 12, uma ação voltada à mulher negra e quilombola. Os serviços de saúde foram ofertados no Centro de Referência da População Negra na Lagoa dos Índios e contou com a parceria da Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres (SEPM), Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram), acadêmicos do curso de direito da Faculdade de Macapá (Fama) e Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Durante a programação foram ofertados atendimentos de consulta ginecológica, coleta de PCCU, testagem de glicemia, teste rápido de hepatites e HIV, vacinas, atendimento jurídico, palestras, dentre outros.

Para o coordenador de saúde da população negra, Pedro Alencar, a ação busca fortalecer o acesso da mulher negra aos serviços de saúde. "Viemos orientar essas mulheres sobre a importância de elas procurarem esses serviços que são ofertados pelo Estado e também pelos municípios, que é um direito de todas".

Daiana Barbosa, moradora da comunidade da Lagoa dos Índios, aprovou a realização da ação de saúde. "Estou feliz pela iniciativa; moramos em um local distante, e por isso, muitas vezes, é complicado sair daqui em busca de atendimentos. E hoje temos a oportunidade de cuidar da nossa saúde”, destacou.

[NOME SOCIAL] Ministério da Saúde orienta sobre o preenchimento do nome social no Cartão SUS



Embora desde 2013 o Sistema de Cadastramento de Usuários do Sistema Único de Saúde (CADSUS) possibilite a impressão do Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS) somente com o nome social do usuário, muitos estados e municípios ainda têm dúvidas sobre esse preenchimento. Para tirar essas dúvidas e fazer valer o direito dos usuários de serem identificados pelo nome social, o Departamento de Informática do SUS (DATASUS) publicou nota técnica com orientações sobre como preencher o sistema e realizar a impressão do Cartão SUS somente com o nome social.
A Nota Técnica nº 18, publicada em 24 de setembro, orienta gestores e operadores do sistema responsável pelo cadastramento de usuários do SUS a como proceder no preenchimento dos campos nome civil, nome social e sexo. No caso dos transexuais e das travestis deve constar no cartão SUS o nome social, data de nascimento, número do cartão e código de barras, sendo que os campos nome civil e sexo devem ser omitidos. Porém os dados completos do usuário, o que inclui o nome civil, serão mantidos na base de dados do Cartão Nacional de Saúde e no código de barras. Isso garante a validade do registro das informações e preserva a identificação do usuário.

A identificação pelo nome social em todos os documentos dos usuários, o que inclui o cartão SUS, é um direito garantido desde 2009 pela carta de Direitos dos Usuários do SUS (Portaria 1.820 de 13 de agosto de 2009). Por isso, independente do registro civil ou de decisão judicial, é direito do usuário do SUS ser identificado e atendido nas unidades de saúde pelo nome de sua preferência, evitando com isso que o nome de identificação do usuário seja motivo de constrangimento e exposição à situação vexatória.
“Todo o serviço público de saúde deve ter o cuidado em respeitar o direito ao uso do nome social. Essa medida é um divisor de águas no atendimento de saúde das pessoas trans”, explica Rafaelly Wiest, integrante do segmento trans no Comitê Técnico de Saúde Integral LGBT do Ministério da Saúde. Ela explica que na cidade onde vive, o uso do nome social é garantido em todas as unidades de saúde e isso faz toda a diferença no atendimento. “Aqui em Curitiba eles chamam o paciente por um painel eletrônico e nele aparece apenas o meu nome social. Isso faz uma diferença absurda, me sinto mais segura em procurar uma unidade de saúde, pois sei que terei a minha identidade respeitada e reconhecida”, completa.

Fonte: Aedê Cadaxa/ Agência Saúde

quinta-feira, 10 de março de 2016

[ALEITAMENTO MATERNO]


A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a revista científica britânica The Lancet reconheceram o Brasil como referência mundial em aleitamento materno. O país registra o maior número de doadoras de leite humano do mundo. Além de se destacar na evolução das taxas de amamentação e no conjunto de políticas públicas que incentivam amamentação.
Um dos exemplos que levou o Brasil a ganhar este destaque é a Lei de Amamentação, promulgada em 2015. A legislação limita a comercialização de substitutos do leite materno, promove a licença maternidade de 4 a 6 meses e melhora a certificação dos hospitais Amigos da Criança, que são hospitais que cumprem os chamados “Dez passos para o sucesso do aleitamento materno” .
Uma das mães que levou a amamentação como bandeira na criação da filha é a assistente social Ludmila Suaid de 33 anos. Mãe de Yasmin, de quatro anos, ainda amamenta a pequena mesmo enfrentando críticas de aparentes ou amigos. “Acredito muito no carinho, amor, no colo e no leite materno em livre demanda. E amamentar prolongadamente veio de encontro a isso. Sei o tanto que o leite materno é maravilhoso. A minha filha nunca ficou doente, nunca tomou um antibiótico”, conta.
A informação foi fundamental para a amamentação, como explica Ludmila; “Hoje ela mama só quando acorda e vai dormir, geralmente em casa. Mas quando ela era mais nova as pessoas olhavam enviesado, achavam estranho. Enquanto estiver sendo bom para mim e para ela iremos continuar. É importante buscar apoio e informação. Acredito que a paciência e o respeito ao tempo da criança devem prevalecer sempre, seja no momento de desfraldar, desmamar ou na adaptação na escolinha. Minha filha começou a desmamar naturalmente recentemente próximo aos quatro anos de idade”, conta.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam que os bebês sejam amamentados exclusivamente pelo leite materno até os seis meses e que isso continue acontecendo, junto com outros alimentos, por até dois anos ou mais. Com o leite da mãe, o bebê fica protegido de infecções, diarreias e alergias, cresce com mais saúde, ganha peso mais rápido e fica menos tempo internado. O aleitamento também diminuiu o risco de doenças como hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade e colesterol. O benefício também se estende à mãe, que perde peso mais rapidamente após o parto e ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, o que diminui risco de hemorragia e anemia.
Conheça mais sobre o aleitamento materno na matéria: