quarta-feira, 23 de março de 2016

Dia Mundial de Combate à Tuberculose é marcado com ações educativas


O Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) promoveu nos dias 21 e 22 de março, ação que marcou o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, doença infectocontagiosa causada por bactéria que afeta, principalmente, os pulmões. A data no Amapá será lembrada nesta quinta-feira, 24, com palestras sobre sintomas e diagnóstico da doença, distribuição de material educativo e coleta de material em pessoas com sintomas respiratórios.
Para a coordenadora do CRDT, Inês Celeste, um dos principais objetivos do Centro é garantir assistência à população com atividades de combate e controle da tuberculose durante o ano todo. "O combate à tuberculose deve ser uma das prioridades das políticas públicas de saúde. O dia marca o esforço das ações no decorrer de 2016", acrescentou Inês Martins
De acordo com dados do CRDT, unidade considerada referência do Estado no tratamento contra a tuberculose, de janeiro até o dia 18 de março de 2016, foram registrados 51 casos novos da doença. 
Nos últimos três anos, os casos de tuberculose só têm aumentado. Em 2013 foram 162. Já em 2014 foram 172. Em 2015, esse número subiu para 182 casos. Moradores de rua, encarcerados, pessoas com HIV/Aids e indígenas estão mais propícios a contrair a doença.


"As pessoas ainda acreditam que a tuberculose está erradicada. Outro desconhecimento comum é de que a doença tem cura em 100% dos casos, desde que tratada em tempo. A nossa campanha surge nesse sentido, de identificar, inclusive quem tem a doença em sua fase inicial", esclareceu a enfermeira Elenize Galan.
Ela apontou ainda que os sintomas da tuberculose são confundidos com o gripe ou da pneumonia. "Se a pessoa tiver tosse por três vezes consecutivas, o ideal é fazer o exame do sintomático respiratório", aconselhou.
O tratamento é feito gratuitamente pelo CRDT e é plenamente eficaz na recuperação do paciente. Dura, no mínimo, seis meses e não pode ser abandonado pelo paciente para que seja eficaz. O usuário é acompanhado por uma equipe multiprofissional, formada por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.
Para a prevenção, as crianças devem ser imunizadas com a vacina BCG e os adultos devem evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados, e não utilizar objetos de pessoas contaminadas.

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[MULHER] Violência contra a mulher é um problema de saúde pública

     Fonte: Mapa da Violência 2015 | Homicídio de mulheres no Brasil está disponibilizado no site www.mapadaviolencia.org.br


Mapa da Violência 2015, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), aponta um aumento de 54% em dez anos no número de homicídios de mulheres negras, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. No mesmo período, a quantidade anual de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, saindo de 1.747 em 2003 para 1.576 em 2013. O lançamento da pesquisa conta com o apoio do escritório no Brasil da ONU Mulheres, da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.
Nesta edição, o estudo foca a violência de gênero e revela que, no Brasil, 55,3% desses crimes foram cometidos no ambiente doméstico e 33,2% dos homicidas eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas, com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde. O país tem uma taxa de 4,8 homicídios por cada 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo, conforme dados da OMS que avaliaram um grupo de 83 países.
A divulgação da pesquisa em novembro tem especial significação: início dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, ações da campanha do Secretário-Geral da ONU UNA-SE Pelo Fim da Violência contra as Mulheres, o Dia Internacional de Eliminação da Violência contra as Mulheres e também o Dia Nacional da Consciência Negra.
Segundo a Diretora da Flacso Brasil, Salete Valesan Camba, “O Mapa da Violência é um trabalho desenvolvido pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz desde 1998 e já foram divulgados 27 estudos que têm contribuído de forma decisiva na reflexão da sociedade brasileira sobre as múltiplas formas de violência que se abatem sobre seus cidadãos e cidadãs, ceifando vidas, destruindo famílias, impedindo a realização dos futuros possíveis que essas vidas poderiam propiciar a toda à sociedade”.
Para a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, o estudo inova ao revelar a combinação cruel e extremamente violenta entre racismo e sexismo no Brasil. “As mulheres negras estão expostas à violência direta, que lhes vitima fatalmente nas relações afetivas, e indireta, àquela que atinge seus filhos e pessoas próximas. É uma realidade diária, marcada por trajetórias e situações muito duras e que elas enfrentam, na maioria das vezes, sozinhas. Os dados denunciam outra bárbara faceta do racismo e amplia a reflexão sobre os tipos de violência sofridas pelas mulheres. É urgente criar consciência pública de não tolerância ao racismo e acelerar respostas institucionais concretas em favor das mulheres negras”. Gasman lembra a realização da Década Internacional de Afrodescendentes, entre 2015 e 2024, para promover o respeito, a proteção e a realização de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais de afrodescendentes, como reconhecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos e especificados na Declaração e Plano de Ação de Durban.
Segundo o representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Joaquín Molina, a pesquisa contribui para aumentar a conscientização sobre a violência de gênero, em especial a morte violenta de mulheres. “A violência contra a mulher é um problema de saúde pública, que afeta mulheres em diversas regiões do país e do mundo. Divulgar dados e estudos sobre esse tema ajuda a compreender a dimensão do problema e pôr fim a uma prática que tem tirado a vida das mulheres”. Ele também destaca a importância de iniciativas como a Campanha UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres, do Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, que proclama o dia 25 de cada mês como o Dia Laranja para reunir esforços e dar visibilidade ao tema.
Nós, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, trabalhamos incansavelmente para reduzir as estatísticas. Além de fortalecer o programa Mulher, Viver sem Violência e a rede de atendimento às mulheres, conseguimos, em conjunto com as bancadas femininas da Câmara e do Senado, aprovar este ano a Lei do Feminicídio, um grande passo para punir os criminosos e coibir os crimes por razão de gênero. Com a divulgação do Mapa da Violência, temos mais elementos para continuar investindo em políticas públicas”, afirma a secretária especial de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Eleonora Menicucci.
Antecedentes – A violência contra a mulher não é um fato novo. Pelo contrário, é tão antigo quanto a humanidade. O que é novo, e muito recente, é a preocupação com a superação dessa violência como condição necessária para a construção de nossa humanidade. E mais novo ainda é a judicialização do problema, entendendo a judicialização como a criminalização da violência contra as mulheres, não só pela letra das normas ou leis, mas também, e fundamentalmente, pela consolidação de estruturas específicas, mediante as quais o aparelho policial e/ou jurídico pode ser mobilizado para proteger as vítimas e/ou punir os agressores. No Brasil, há nove anos, em agosto de 2006, era sancionada a Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, visando incrementar e destacar o rigor das punições para esse tipo de crime.
Não é a primeira vez que o Mapa da Violência foca especificamente o tema da violência de gênero. De forma habitual, todos os Mapas trabalharam a distribuição por sexo das violências, sejam suicídios, homicídios ou acidentes de transporte. Em 2012, dada a relevância do tema e as diversas solicitações nesse sentido, foi elaborado o primeiro mapa especificamente focado nas questões de gênero.
Com informações atualizadas dos Mapas anteriores, visando verificar a evolução recente do problema no Brasil e no mundo, e, para a divulgação dos novos dados, a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), Sede Acadêmica Brasil, uniu forças com os escritórios no Brasil da ONU-Mulher e da OMS/OPAS e, também, com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, visando ampliar a disseminação do estudo.
A fonte básica para a análise dos homicídios no Brasil, em todos os Mapas da Violência até hoje elaborados, é o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS).
A seguir, alguns dos dados apresentados no Mapa da Violência 2015: homicídio de mulheres no Brasil.
Assassinato de mulheres UFs – Entre 2003 e 2013, o número de vítimas do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, incremento de 21,0% na década. Essas 4.762 mortes em 2013 representam 13 homicídios femininos diários.
Diversos estados evidenciaram pesado crescimento na década, como Roraima, onde as taxas mais que quadruplicaram (343,9%), ou Paraíba, onde mais que triplicaram (229,2%).
Entre 2006, ano da promulgação da lei Maria da Penha e 2013, apenas em cinco Unidades da Federação foram registradas quedas nas taxas: Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro.
Assassinato de mulheres nas capitais – Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza encabeçam as capitais com taxas mais elevadas no ano de 2013, acima de 10 homicídios por 100 mil mulheres. No outro extremo, São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com as menores taxas.
Assassinato de mulheres nos municípios – Dentre 100 municípios com mais de 10.000 habitantes do sexo feminino (com as maiores taxas médias de homicídio de mulheres/por 100 mil), as 10 primeiras posições no ranking nacional são: Barcelos/AM (1º), Alexânia/GO (2º), Sooretama/ES (3º), Conde/PB (4º), Senador Pompeu/CE (5º), Buritizeiro/MG (6º), Mata de São João/BA (7º), Pilar/AL (8º), Pojuca/BA (9º) e Itacaré/BA (10º).
Estatísticas internacionais – De acordo com os dados da OMS, o Brasil tem taxa de 4,8 homicídios por 100 mil mulheres, em 2013, o que coloca o país na 5ª posição internacional, entre 83 países do mundo.
Cor das vítimas – As taxas das mulheres e meninas negras vítimas de homicídios cresce de 22,9% em 2003 para 66,7% em 2013. Houve, nessa década, um aumento de 190,9% na vitimização de negras, índice que resulta da relação entre as taxas de mortalidade brancas e negras, expresso em percentual.
Idade das vítimas – Baixa ou nula incidência até os 10 anos de idade, crescimento íngreme até os 18/19 anos, e a partir dessa idade, tendência de lento declínio até a velhice. O platô que se estrutura no homicídio feminino, na faixa de 18 a 30 anos de idade, obedece à maior domesticidade da violência contra a mulher.
Meios utilizados nos homicídios e local de agressão – Nos homicídios masculinos prepondera largamente a utilização de arma de fogo (73,2% dos casos), nos femininos essa incidência é bem menor: 48,8%, com o concomitante aumento de estrangulamento/sufocação, cortante/penetrante e objeto contundente, indicando maior presença de crimes de ódio ou por motivos fúteis/banais.
Outro indicador diferencial dos homicídios de mulheres é o local onde ocorre a agressão. Quase a metade dos homicídios masculinos acontece na rua, com pouco peso do domicílio. Já nos femininos, essa proporção é bem menor: mesmo considerando que 31,2% acontecem na rua, o domicílio da vítima é, também, um local relevante (27,1%), indicando a alta domesticidade dos homicídios de mulheres.

Fonte: Onu mulheres

[APP] Aplicativo “Detona Aedes” contabiliza mais de 900 downloads em 30 dias



Um mês após ser lançado, o aplicativo “Detona Aedes” já contabiliza 914 downloads e cerca de 50 denúncias recebidas. O aplicativo, desenvolvido pelo Centro de Gestão da Tecnologia da Informação (Prodap), auxilia a população no combate ao Aedes aegypti.  
A maior parte das denúncias são da capital Macapá. O bairro Santa Rita lidera o número de focos. Denúncias também são feitas no município de Santana, o segundo maior do Estado. As informações são encaminhadas à Sala de Situação Estadual de Combate ao Aedes, que é gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O setor atua junto aos órgãos de vigilância estadual e municipais, que averiguam a denúncia in loco para que o possível criadouro seja eliminado. Os agentes de endemias também atuam no papel fundamental de sensibilização dos moradores da área denunciada. 
O aplicativo é uma das contribuições do Governo do Estado para fortalecer a campanha nacional de combate ao Aedes, que transmite a dengue, febre chikungunya, a zika e a febre amarela urbana. Todos os órgãos governamentais estão envolvidos na luta contra o vetor.
A ferramenta pode ser baixada por usuários de dispositivos Android em todos os municípios do Estado. O coordenador de Sistemas Globais do Prodap, Célio Góes, responsável pelo desenvolvimento de aplicativos informou que em breve a ferramenta será disponibilizada no sistema IOS. “A ferramenta será enviada para Apple para avaliação seguindo a normas de praxe. Acreditamos que em dez ou vinte dias seja aprovada e disponibilizada ao usuário”, informou. 
A tecnologia é um facilitador que ajuda no processo de educação, prevenção e denúncias. O usuário pode, por exemplo, fazer uma foto do local com foco da dengue, e habilitando no aparelho celular o GPS pode marcar o lugar onde foi feita a foto, para que as equipes façam uma visita ao local e tome as providências.

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sexta-feira, 18 de março de 2016

Casos de tuberculose aumentam e os de hanseníase diminuem no Amapá



Um dos maiores problemas para combater a tuberculose é a falta de diagnóstico. Apenas cinco municípios do Estado realizam o procedimento.
A Coordenadoria Estadual de Vigilância em Saúde (CVS), órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), realizou na última quinta-feira, 17, uma reunião técnica de avaliação da tuberculose e da hanseníase no Amapá. O encontro serviu para apresentar os resultados e avanços no tratamento das doenças nos 16 municípios do Estado.
A reunião foi conduzida pelo Programa Estadual da Tuberculose e Hanseníase da CVS e contou com a presença de vários gestores da saúde de municípios de todo o Estado. “Melhoramos muito em relação à cura e diminuição do abandono ao tratamento. Alguns municípios cumpriram com a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, já outros não, e é isso o queremos melhorar”, afirmou Karla Matos, uma das técnicas responsáveis pelo Programa Estadual da Tuberculose e Hanseníase.
No que se refere à tuberculose, houve um aumento de casos novos, de 162 em 2013, para 172 em 2014. Já em 2015, esse número subiu para 182 casos. Karla informou que os dados de 2015 ainda não foram finalizados porque ainda há pessoas em tratamento e que apesar do aumento nos números, em comparação ao restante do país, a incidência no Estado é baixa.
Em 2014, quatro pessoas morreram em decorrência da tuberculose, três ano passado e uma em 2016. Moradores de rua, encarcerados, pessoas com HIV/Aids e indígenas estão mais propícios a contrair a doença.
Segundo Karla, um dos grandes desafios no tratamento à tuberculose no Estado é a falta de diagnóstico. “Apenas Macapá, Santana, Calçoene, Laranjal do Jari e Oiapoque realizam o exame de escarro ou de baciloscopia. Muitos alegam falta de estrutura e de pessoal capacitado, mas o laboratório para detectar a doença não requer uma estrutura complexa, basta uma sala com ventilação natural, um microscópio e uma bancada. Os reagentes usados nos exames o Estado fornece”, explicou.
Foram apresentados também os números da hanseníase no Amapá, que acompanharam a diminuição de casos ocorrida em todo Brasil. Em 2014 foram 124 novos casos, contra 110 registrados no ano passado.
A hanseníase, apesar de não matar, pode deixa sequelas graves, como atrofiamento dos membros. Sua transmissão acontece do mesmo jeito da tuberculose, por vias aéreas, boca e nariz, através de espirros ou tosses. “A eficácia do nosso tratamento é de 100%, mas o que estamos pedindo aos municípios é que realizem mais diagnósticos, pois sabemos que esse número é bem maior”, explicou Rozangela Gurjão, que responde pela parte de hanseníase do programa da CVS.
Assim como a tuberculose, a maioria dos diagnósticos para a detecção da hanseníase ainda é centralizada em Macapá. Os exames são realizados no Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT). “Mesmo sendo competência dos municípios, poucos realizam o diagnóstico. A maioria dos casos é diagnosticada em Macapá e depois o tratamento é feito nas unidades básicas dos municípios”, disse Rozangela.
Os gestores dos municípios presentes na reunião acharam proveitoso e de grande importância o encontro. “Esse evento serviu para alinharmos e ficamos sabendo qual a realidade das doenças em todo o Estado. Saber onde podemos melhorar e o percentual de tratamento na nossa cidade. Dessa forma, poderemos trabalhar melhor em nosso município”, afirmou Alessandro Lobato, diretor de vigilância epidemiológica de Porto Grande.

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quinta-feira, 17 de março de 2016

Hospital destaca importância de testes nos primeiros dias do bebê


Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML) é a única unidade de saúde do Estado que realiza a triagem neonatal gratuitamente, incluindo os testes do olhinho, pezinho e orelhinha. Os procedimentos permitem o diagnóstico de diversas doenças infecciosas ou congênitas, para o tratamento precoce que diminuem ou eliminam sequelas em recém-nascidos. Os exames são indispensáveis para os primeiros dias de vida do bebê.

Teste do pezinho
O setor ambulatorial do HMML, responsável pela realização do teste do pezinho, garante o diagnóstico de 33 doenças, além das notificações exigidas pelo Ministério da Saúde (MS) como anemia falciforme, hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. 
Nos mês de janeiro e fevereiro, deste ano, foram realizados 774 testes do pezinho. O exame deve ser feito do terceiro até o sétimo dia de vida do bebê. O resultado é disponibilizado para a família na própria maternidade, cerca 30 dias após a coleta. 

Teste do olhinho
Todos os bebês que nascem na maternidade são submetidos ao teste do olhinho. O Ministério da Saúde ainda não instituiu a obrigatoriedade para o exame, mas a maternidade aderiu ao processo, por considerar importantes para a detecção de doenças como glaucoma congênito, retino-blastoma, retinopatia na prematuridade, entre outras. 
O procedimento permite aos pais descobrirem problemas graves de visão que podem aparecer nos seus filhos recém-nascidos. O médico examina o fundo do olho do bebê com um aparelho próprio chamado oftalmoscópio. Se o diagnóstico for positivo, o tratamento pode ser iniciado, imediatamente, diminuindo o risco de a criança perder a visão.

Teste da orelhinha
A Lei nº 12.303, de 2010, tornou obrigatória a realização gratuita do exame. O teste da orelhinha, ou triagem auditiva neonatal, deve ser feito com 48 horas de vida, preferencialmente antes da alta hospitalar e, prioritariamente, durante o primeiro mês de nascimento. Esse exame consiste na colocação de um fone acoplado a um computador na orelha do bebê.
Os bebês que apresentarem resultado alterado no teste devem ser submetidos a um segundo exame. Se persistir a alteração, a criança será encaminhada para avaliação e diagnóstico. 

Horário do atendimento para os testes
Olhinho: segunda, terça, quinta e sexta- feira, das 14h às 17h - 30 senhas.
Orelhinha: De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h.
Pezinho: De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h.

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quarta-feira, 16 de março de 2016

Creap contempla estudantes com aparelhos auditivos



Estudantes com deficiência auditiva receberam nesta quinta-feira, 10, aparelhos que vão auxiliá-los na captação da voz do professor e, consequentemente, no aprendizado em sala de aula. A entrega foi feita pelo Centro de Reabilitação do Estado (Creap) e contemplou nessa etapa 23 alunos.
O aparelho de frequência modulada (FM), faz parte do Programa Estadual de Saúde Auditiva e conta com cem pacientes cadastrados que receberão gradativamente os aparelhos. "O objetivo é fazer com que diminua os ruídos em sala de aula. O aluno vai conseguir escutar melhor a voz do professor de forma limpa, clara e com um volume um pouco mais alto que os outros sons que ele escuta. Assim, o aparelho capta a voz do professor que vai estar utilizando um microfone", explicou a especialista em audiologia do Creap, Thais Bastos.

Melhor aprendizado
Ela enfatizou que a deficiência auditiva causa sérios prejuízos à aprendizagem escolar, principalmente na leitura, escrita, compreensão do conteúdo e na interação dos alunos com os demais estudantes. O aparelho é um método eficaz que favorece o aprendizado no ambiente escolar, proporcionando ao estudante do ensino fundamental e médio um bom desempenho em sala de aula.
Podem receber o dispositivo gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) crianças e jovens com deficiência auditiva que já usam aparelho auditivo, implante ou que estão aprendendo a falar. Além disso, eles devem estar matriculados regularmente no ensino fundamental ou médio. "Esses critérios foram definidos pelo Ministério da Saúde. O estudante que se enquadrar deve procurar o Creap para realizar o teste de reconhecimento da fala e o teste de detecção de voz. Os testes são obrigatórios para avaliar se o sistema FM terá benefício para a pessoa", finalizou Thais Bastos.

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terça-feira, 15 de março de 2016

Mulheres da Comunidade da Lagoa dos Índios são atendidas em ação de saúde


Para fortalecer o acesso da mulher negra ao serviço de saúde e pela passagem do Dia da Mulher, ocorrido em 8 de março, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenação de Saúde da População Negra, realizou neste sábado, 12, uma ação voltada à mulher negra e quilombola. Os serviços de saúde foram ofertados no Centro de Referência da População Negra na Lagoa dos Índios e contou com a parceria da Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres (SEPM), Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram), acadêmicos do curso de direito da Faculdade de Macapá (Fama) e Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Durante a programação foram ofertados atendimentos de consulta ginecológica, coleta de PCCU, testagem de glicemia, teste rápido de hepatites e HIV, vacinas, atendimento jurídico, palestras, dentre outros.

Para o coordenador de saúde da população negra, Pedro Alencar, a ação busca fortalecer o acesso da mulher negra aos serviços de saúde. "Viemos orientar essas mulheres sobre a importância de elas procurarem esses serviços que são ofertados pelo Estado e também pelos municípios, que é um direito de todas".

Daiana Barbosa, moradora da comunidade da Lagoa dos Índios, aprovou a realização da ação de saúde. "Estou feliz pela iniciativa; moramos em um local distante, e por isso, muitas vezes, é complicado sair daqui em busca de atendimentos. E hoje temos a oportunidade de cuidar da nossa saúde”, destacou.