terça-feira, 5 de abril de 2016

TAC entre Governo do Amapá e Justiça do Trabalho vai permitir reforma da Unidade Mista de Saúde em Vitória do Jari

A Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), conseguiu captar recurso junto à Justiça do Trabalho para a reforma e ampliação da Unidade Mista em Saúde de Vitória do Jari, município localizado ao sul do Estado.
A articulação da CRS/Sesa junto à Justiça do Trabalho em se antecipar na justificativa e apresentação das demandas do município foi fundamental para que Vitória do Jari fosse contemplada com o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), uma vez que existia a possibilidade do recurso ser destinado para a cidade de Monte Dourado, no Pará.
Segundo o coordenador da CRS/Sesa, Márcio Martins, acessar esse tipo de recurso é uma ótima maneira de desenvolver a saúde estadual em época de crise. “É uma saída que encontramos, pois o recurso provém de multas e ações trabalhistas junto às empresas que atuam naquela região. É um dinheiro a mais, não é oriundo do tesouro estadual”, explicou.
O valor do TAC está estimado entre R$ 450 e R$ 500 mil, dependendo do projeto que será apresentado por três empresas que concorrerão para realizar a obra. “A Justiça do Trabalho, Comarca de Macapá, é quem irá escolher o projeto mais vantajoso e, consequentemente, a empresa que o realizará. A expectativa é que as obras iniciem em dois meses com o prazo de 90 dias para a sua conclusão”, concluiu Márcio.

Amapá registra segundo caso confirmado do Vírus Zika

A Sala Estadual de Situação para Coordenação e Controle do vetor Aedes Aegypti, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), recebeu da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS) a confirmação de mais um caso positivo de Vírus Zika no Amapá.
As amostras estavam sendo analisadas pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará, que encaminhou 7 resultados de PCR-RT para Vírus Zika, entre eles 1 deu positivo. Trata-se de um homem de 39 anos, também residente no município de Oiapoque, onde se conformou o primeiro caso. A amostra positiva foi coletada no dia 15 de setembro de 2015.
O município já foi notificado quanto à confirmação positiva do resultado. A Sala Estadual de Situação, que também é composta por Secretarias Municipais da Saúde, já repassou ao munícipio as orientações de bloqueio vetorial e para que intensifique as atividades de rotina, obedecendo ao que preconiza os protocolos do Programa Nacional de Combate ao Aedes Aegypti (PNCAA).
O primeiro caso positivo de Vírus Zika, analisado pelo Instituto Pasteur, na Guiana Francesa, foi validado pelo PNCAA. Com o segundo caso confirmado, a Vigilância em Saúde de Oiapoque investiga se os dois pacientes viajaram para outras regiões que tenham uma maior presença Vírus Zika. O Instituto Evandro Chagas deve encaminhar à CVS os resultados de mais amostras ainda nesta terça-feira, 5.
Uma grande ação de combate ao vetor organizada pela Sala de Situação amapaense, ocorrerá no dia 7 de abril, no bairro Nova Esperança, com abordagens educativas e também de inspeção domiciliares com tratamento focal para eliminar os possíveis criadouros.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Dia Nacional do Parkinsoniano


Se você fosse diagnosticado com Doença de Parkinson agora, como reagiria? informar-se sobre essa e outras doenças comuns à sociedade pode ser fundamental para a busca de ajuda médica no tempo adequado e para a realização de um tratamento responsável.
O Dia nacional de Conscientização da Doença de Parkinson foi estabelecido pela Organização Mundial de Saúde, em 1998, e tem como objetivo esclarecer a doença e as possibilidades de tratamento para que o paciente e sua família tenham uma melhor qualidade de vida. O quadro foi identificado pela primeira vez, em 1817, por James Parkinson, que descreveu os principais sintomas da doença publicados no Ensaio sobre a Paralisia Agitante.

A Doença de Parkinson é caracterizada basicamente por tremor de repouso, tremor nas extremidades, instabilidade postural, rigidez de articulações e lentidão nos movimentos. Há também outros sintomas não motores, como a diminuição do olfato, distúrbios do sono, alteração do ritmo intestinal e depressão. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos tem a doença. No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas sofram com o problema. “Eu estava no escritório e senti o dedo da mão meio duro. Não estava conseguindo fecha o botão da calça direito. Tive quase todos os sintomas. Rigidez nas articulações, tremores e há alguns anos eu já conversava com a minha esposa que não estava mais sentindo o cheiro das coisas direito”, relata José Roberto, economista aposentado que teve o diagnostico para doença de Parkinson.
A cura ainda não foi alcançada, mas há estudos em nível experimental sobre outras alternativas de tratamento. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica do Sistema Único de Saúde para pessoas com Doença de Parkinson, publicado pela portaria nº 228, de 10 de maio de 2010, os medicamentos disponíveis no SUS para o tratamento são: Levodopa/carbidopa; Levodopa/benserazida; Bromocriptina; Pramipexol; Amantadina; Biperideno; Triexifenidil; Selegilina; Tolcapona e Entacapona. A escolha do medicamento mais adequado deverá levar em consideração fatores como estágio da doença, a sintomatologia presente, ocorrência de efeitos colaterais, idade do paciente, medicamentos em uso e seu custo.
Os medicamentos para Parkinson são disponibilizados gratuitamente pelo SUS através do Programa de Medicamentos Excepcionais. Confira mais no Departamento de Assistência Farmacêutica.
Pacientes com incapacidade funcional causada pelos sintomas parkinsonianos também podem se beneficiar de programas terapêuticos de reabilitação, envolvendo fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e suporte psicológico e familiar, buscando evitar e/ou retardar a perda de suas funcionalidade e habilidades motoras. Tais serviços são ofertados na Rede SUS, nos Centros Especializados em Reabilitação com modalidade de reabilitação física.
Moacyr Faustino, secretário da Associação Brasil Parkinson há 21 anos, fala sobre a importância de marcar esta data no calendário. “Aqui no Brasil nós temos cerca de 40 entidades. Neste sábado, nós estaremos no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, mostrando nosso coral, vamos fazer atividades físicas, expor nossas pinturas da oficina de arte, vai ter brinquedoteca, origami e diversas atividades para mostrar à população que, mesmo com a doença, a pessoa pode exercer muitas atividades por muitos e muitos anos”, ressalta.

[ACESSIBILIDADE] Creap inicia entrega de 350 cadeiras de rodas para usuários cadastrados em programa de concessão























O Centro de Reabilitação do Amapá (Creap) fez a entrega de 17 cadeiras de rodas a usuários paraplégicos cadastrados no Programa de Concessão de Órtese Prótese e Meios Auxiliares de Locomoção. O ato ocorreu na manhã deste sábado, 2, e foi a primeira remessa de 350 cadeiras para diferentes patologias que ainda serão entregues no decorrer deste mês.

Os beneficiários contemplados, neste momento, fazem parte de uma lista de espera do ano de 2009 e de 2014. São 136 usuários cadastrados que terão direito a receber uma das 150 cadeiras que chegaram destinadas a paraplégicos. “Essas cadeiras vão ajudar bastante. Meu filho não sai de casa, vive da cadeira para a cama e a minha mãe já não anda mais. Esta é a quarta vez que sou atendida pelo Creap e estou bastante satisfeita”, relatou dona Joana de Sousa Coutinho, de 66 anos.

O Programa de Concessão de Órtese Prótese e Meios Auxiliares de Locomoção é do Ministério da Saúde (MS) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio do Creap, é responsável por acessar os recursos, destinados à compra de equipamentos que garantam o direito de ir e vir dos usuários de diferentes patologias, como paraplégicos, tetraplégicos entre outros.


Segundo a chefe do setor de Órtese e Prótese do Creap, Larissa Prazeres, para ter direito à cadeira de rodas é preciso que o paciente cadastrado no programa esteja de acordo com as normativas estabelecidas pelo MS.

Cada cadeira possui um grupo diferente de critérios para liberação. "A pessoa que vem pedir a cadeira de rodas precisa passar por uma avaliação quanto ao quadro clínico. Se não se encaixar ela não poderá receber, pois se liberarmoss os recursos serão bloqueados e não poderemos atender a outras pessoas”, ressaltou.

Larissa deu como exemplo a cadeira de rodas motorizada, onde o usuário deverá ter obrigatoriamente um laudo favorável de um oftalmologista, terapeuta ocupacional, otorrinolaringologista e assistente social. “Eles precisam ter condições mínimas para guiá-la. Até mesmo o ambiente onde reside é analisado e levado em conta”, explicou.

O Creap é um centro de atendimento às pessoas que necessitam de cuidados de fisioterapia na recuperação de lesões ósseas e que também precisam dar continuidade ao tratamento. Além de cadeiras de rodas, o centro também faz doações de órteses e próteses a pacientes.

"O ano inteiro nós entregamos muletas, andadores, órteses e próteses. Hoje, nós estamos entregando algumas das cadeiras que recebemos em 14 de março; de lá para cá tivemos cinco dias úteis, devido aos feriados, onde organizamos o protocolo de atendimento do MS para a concessão destas cadeiras. A partir de agora as entregas seguirão durante todo o mês”, finalizou Larissa.

Fonte 

sábado, 2 de abril de 2016

MS lança cartilha inédita para diagnóstico precoce do autismo



O Ministério da Saúde lança no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a Diretriz de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA). A cartilha trará pela primeira vez uma tabela com indicadores do desenvolvimento infantil e sinais de alerta para que médicos do Sistema Único de Saúde possam fazer uma identificação precoce do autismo em crianças de até três anos.
“O tratamento precoce do TEA é muito importante no desenvolvimento da criança que possui autismo. Com isso é mais fácil encaminhá-la para os primeiros atendimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Além da tabela, o Ministério irá disponibilizar para os profissionais de saúde instrumentos de uso livre (sem obrigatoriedade do pagamento de direitos autorais) para o rastreamento/triagem de indicadores de desenvolvimento que possam diagnosticar o TEA.
Tratamento – Após o diagnóstico do paciente e a comunicação à família, inicia-se a fase do tratamento e da habilitação/reabilitação nos pontos de atenção da Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência. O autismo implica em alterações de linguagem e de sociabilidade que afetam diretamente – com maior ou menor intensidade – grande parte dos casos. O paciente também pode sofrer limitação de suas capacidades funcionais e nas interações sociais, o que demanda cuidados específicos e singulares de acompanhamento médico, habilitação e reabilitação ao longo das diferentes fases da vida.
“A forma de tratamento, respeitando a singularidade e a especificidade de cada paciente, é fundamental para êxito do cuidado à pessoa que sofre de autismo. Essas diretrizes estão trazendo essa possibilidade”, diz o Secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães.
É exatamente o grau de intensidade do transtorno que irá definir o tratamento dos pacientes. Aqueles com menor intensidade deverão ser tratados nos Centros Especializados de Reabilitação (CER) do SUS. Hoje existem no País 22 CER em construção, 23 em habilitação e 11 convênios de qualificação para que entidades que já funcionam, passem a funcionar como CER.
Já os pacientes com uma intensidade maior do transtorno serão encaminhados para centros específicos que serão habilitados pelo Ministério da Saúde em todo País.
Os investimentos fazem parte do plano Viver Sem Limite, que apenas ano passado investiu R$ 891 milhões na saúde da pessoa com deficiência. Até 2014 a previsão é que o programa tenha investido R$ 1,4 bilhão em três anos.
A diretriz é resultado do esforço conjunto da sociedade civil e do governo brasileiro. Coordenado pelo Ministério da Saúde, um grupo de pesquisadores e especialistas e várias entidades, elaborou o material, oferecendo orientações relativas ao cuidado à saúde das Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo, no campo da habilitação/reabilitação na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. A diretriz será distribuída em todo Sistema Único de Saúde.

Fonte

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Uma a cada três ligações para o Samu é trote



O Serviço Móvel de Urgência (Samu) desempenha um papel fundamental no resgate e salvamento de vítimas por todo o Estado. Porém, todo esse trabalho vem sendo alvo de milhares de trotes. Somente nos dois primeiros meses deste ano foram registrados 4.726 chamados falsos.
Para combater esse problema, o Serviço adota o Manual de Regulação Médica das Urgências, regido pelo Ministério da Saúde. A regulação médica é um sistema de atendimento telefônico criado para fazer a triagem, distribuição e monitoramento das solicitações de socorro de forma efetiva. Por meio de um interrogatório feito pelo médico, é possível dar uma resposta mais rápida e decidir qual o melhor encaminhamento para aquela ocorrência.
Uma a cada três ligações para o Samu é trote. O questionário preliminar, além de salvar vidas e dar um melhor direcionamento para as equipes, também serve para identificar os casos de trotes. Nos dois primeiros meses deste ano, mais de um terço das ligações para o 192 eram trotes. “É difícil contabilizar o prejuízo financeiro de um deslocamento desnecessário da ambulância quando vai atender uma falsa ocorrência”, disse Rodrigues.
O número de trotes cresceu significativamente nos dois últimos anos. Foram 21.210  mil trotes em 2015. Em 2014 foram 16.649 mil ligações falsas. Este ano, em dois meses foram registrados 4.726 mil trotes de um total de 12.621 mil chamadas recebidas.
Os números do atendimento no Samu também revelam que muitos pedidos de resgate são resolvidos pelo próprio telefone devido à baixa gravidade dos casos. Dos 2.286 mil pedidos de resgate, entre janeiro e fevereiro deste ano, 1.249 mil foram resolvidos sem necessidade de deslocamento da ambulância, apenas com a orientação do médico plantonista.
Passar trote é crime previsto no artigo 340 do Código Penal brasileiro, e o condenado pode pegar pena de detenção de um a seis meses ou pagar multa.