terça-feira, 19 de janeiro de 2016


O Instituto de Hematologia e Hemoterapia do Amapá (Hemoap) contabilizou 20.194 doações no ano passado, 1.236 a mais que em 2014, quando foram realizadas 18.958 doações de sangue. Somente no último bimestre de 2015, foram registrados 2.880 voluntários aptos, 172 a mais do que o ano anterior. Mesmo com o bom desempenho, a orientação é continuar o trabalho para manter o estoque seguro e válido, principalmente em relação ao fator RH negativo, que costuma ser raro entre a população.
A crescente adesão às campanhas promovidas durante o ano é um cenário positivo e favorece o estoque que atualmente consegue atender integralmente a demanda da rede hospitalar pública e privada do Estado.  Conforme a direção do Hemoap, é importante a procura contínua de doadores, para atender em especial aos pacientes que precisam de plaquetas, que têm prazo de validade de apenas cinco dias após a captação do sangue.
"Em 2015 tivemos um comparecimento de doadores significativo. Esses números são fruto do comprometimento social, pois percebemos que a solidariedade falou mais alto. Em 2016 iremos intensificar as ações, para atingir a nossa meta, conforme o planejamento estratégico da unidade", disse o diretor do Hemoap, Sávio Guerreiro.
Outro dado importante do ano passado é que mais de 200 mulheres procuraram o Hemoap para doar sangue, durante a última edição do "Doa Mulher" de 2015. As bolsas coletadas conseguiram abastecer de forma satisfatória o estoque da unidade para o fim do ano e início das férias.
Segundo Sávio Guerreiro, a clientela feminina representa de 40 a 44% do número total de voluntários da instituição, o que coloca o Hemoap dentro dos padrões do Ministério da Saúde (MS), que preconiza uma variável de 37% de mulheres doadoras. “No que tange ao projeto posso dizer que este foi o melhor momento do ano em termos de coleta na nossa instituição”, acrescentou.

Parabéns a todos os Terapeutas Ocupacionais pelo seu dia !


Hoje, 19, é o Dia Mundial do Terapeuta Ocupacional, profissional que desenvolve suas atividades na promoção da saúde e no bem-estar da população. Realizam um trabalho importante de adaptação da vida em sociedade de pessoas com algum tipo de disfunção física, sensorial, cognitiva ou psicossocial, sendo responsáveis direto pela melhoria da qualidade de vida destes pacientes.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) conta com o serviço destes profissionais no atendimento ambulatorial – ofertado à população através do Centro de Reabilitação do Amapá (Creap) – e para atendimento hospitalar – oferecido na rede estadual.
O terapeuta ocupacional trabalha com a coordenação motora e o desenvolvimento dos sentidos e da percepção, para estimular as atividades da vida diária dos pacientes que tratam problemas físicos, sociais, mentais e emocionais. A atuação pode ser em ambulatórios, hospitais, clínicas, escolas, creches entre outros setores, conforme explicou a terapeuta ocupacional do Creap, Francinete Lobo.
Para Marco Antônio da Costa, pai da Maria Jhulia, de 1 ano e 5 meses, que sofreu uma paralisia cerebral durante o nascimento e recebe atendimento há quase um ano, o tratamento desenvolvido no Creap vai além do atendimento à criança. "Não é fácil ter uma criança com algum tipo de deficiência. A cada vinda nossa, os profissionais nos motivam a superar as dificuldades e percebemos os avanços e a melhora da criança gradativamente", afirmou.











terça-feira, 12 de janeiro de 2016


A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) esclarece e alerta aos usuários da rede hospitalar para que fiquem atentos quanto a possíveis golpes de extorsão. 
Familiares de pacientes internados da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) procuraram nesta segunda-feira, 11, a direção do Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL) e relataram que um cidadão, se passando por médico, estaria ligando e cobrando dinheiro para a facilitação na realização de exames. O cidadão diz ainda que não reside no Estado e que estaria de partida e que para acelerar os procedimentos é necessário que o paciente deposite uma quantia em dinheiro que varia entre R$ 1.000,00 e R$ 1.500,00.
Os familiares foram orientados pela administração do HCAL a registrarem o ocorrido junto à Polícia Civil. Diante de um possível vazamento de informações restritas aos prontuários, a Secretaria irá abrir sindicância interna para apurar se há responsabilidades de profissionais lotados no setor. Havendo confirmação da extorsão, a Sesa tomará as medidas cabíveis junto às Polícias Civil e Federal, como assim já fizeram outros estados, que tiveram vítimas deste tipo de crime.
A Sesa alerta para que os familiares não depositem nenhuma quantia em dinheiro, pois o Sistema Único de Saúde (SUS) não cobra valores aos usuários para a realização de nenhum tipo de procedimento e qualquer tentativa que use o nome dos hospitais estaduais deve ser denunciada na direção da unidade em que o usuário sofrer o assédio.

A saúde além das grades



A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), promoverá entre os dias 12 a 15 de janeiro, uma Ação de Saúde, para os detentos do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN). As atividades terão inicio a partir das 9h e encerra as 12h. No local, serão realizados serviços de variação dermatológica de Hanseníase, variação sintomática respiratória para Tuberculose, testes rápidos para HIV, Sífilis, Hepatite B e C e vacinação.

O objetivo é fazer a busca ativa no complexo penitenciário junto aos detentos para identificar casos de Tuberculose e Hanseníase e uma ampla campanha anual de prevenção e combate as DST e Aids, que vai envolver palestras, distribuição de preservativo, além dos testes. 

Local: Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN)
Horário: 9h
Data: 12 a 15 de janeiro
Endereço: Rodovia Duca Serra, bairro: Cabralzinho 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Diagnósticos positivos de HIV em grávidas cai no Amapá




Em 2015 o Amapá registrou 38 casos de mulheres grávidas com o vírus HIV, 12% a menos que no ano anterior, que apresentou 43 diagnósticos positivos. De acordo com Centro de Testagem e Aconselhamento do Serviço de Assistência Especializada (CTA/SAE), grande parte das gestantes não faz o teste de HIV durante o pré-natal.
“O fato de algumas delas não realizarem o teste acarreta a chamada transmissão vertical, ou seja, o vírus do HIV instalado no organismo da mãe passa para o feto no útero, ou para o recém-nascido durante o parto e pode ser transmitido até mesmo através da amamentação”, disse Rodiene Silva, coordenadora da CTA/SAE.
A taxa de transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez, sem qualquer tratamento, pode ser de 20%. Nas situações em que a gestante detecta a infecção e segue todas as recomendações médicas durante a gravidez os riscos de infecção do bebê reduz para níveis menores que 1%, conforme o Ministério da Saúde.
As mulheres grávidas detectadas com HIV durante o pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou em alguma intercorrência no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), são encaminhadas para o CTA/SAE. No local são acolhidas e iniciam o tratamento com os medicamentos que previnem a transmissão para o feto e são acompanhadas durante o restante do tempo de gravidez, parto e a amamentação.
Rodiene explicou que os bebês de mães soro positivas recebem um xarope de profilaxia, logo ao nascer, e aos 18 meses de vida fazem a verificação da sorologia. "Tendo a mãe realizado o tratamento de forma correta e o bebê recebido o xarope, grande parte dessas crianças não desenvolve o HIV”, ressaltou. 
O SAE também faz a distribuição de um leite em pó especial para bebês, já que a mulher que tem o HIV não pode amamentar, em decorrência do risco de transmissão do vírus através do leite materno. O alimento é especifico por faixa etária, sendo leite número 1, oito latas por mês, para bebês até os seis meses; leite número 2, quatro latas por mês para crianças de seis meses a um ano. Atualmente 192 crianças são atendidas por este benefício.